PROCLAMANDO CRISTO COMO A ÚNICA SOLUÇÃO

LIVRO "REFÚGIO SEGURO" - CAPÍTULO V

LIVRO "REFÚGIO SEGURO" - CAPÍTULO V

 

REFÚGIO SEGURO

 

Lembro-me daquela grande árvore que nasceu e cresceu junto ao riacho bem perto de minha casa, por muitas vezes me abriguei debaixo de seus fortes galhos que se estendiam como um leque  e proporcionavam uma gostosa sombra que beneficiava todos os que procuravam um lugar de refrigério para descansar.  

Naqueles dias uma grande tempestade veio sobre a nossa cidade, carros foram arrastados pelas correntezas, casas foram inundadas e até derrubadas pela força das águas, uma grande tragédia, mas, a enorme árvore plantada junto ao riacho permaneceu em pé, suas raízes eram muito profundas dando àquela linda árvore solidez e segurança.

 O profeta Jeremias, compara o homem que  confia no Senhor Deus Todo Poderoso a uma árvore plantada junto às águas. Ele não promete tranquilidade e ausência de problemas , antes, avisa que a árvore plantada junto às águas passará por dias de calor intenso, e pelo ano da sequidão, quando as chuvas são poucas, mas esta árvore não murcha, nem deixa de dar fruto, está bem sedimentada, bem calcada, forte e segura:

“Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se perturba nem deixa de dar fruto”

O verdadeiro e único refúgio garantido para a nossa vida é o Senhor Deus Todo Poderoso. Isto pode parecer muito simplista, mas é a pura realidade. Quem nEle confia e se refugia estará bem seguro.

A Palavra ensina isso:

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto não temeremos ainda que a terra se transtorne, e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem, e na sua fúria os montes se estremeçam" ‑ Salmo 46:1‑3

Mesmo que todos se esqueçam de nós e nos desprezem, e até o nosso pai e a nossa mãe nos desamparem, o Senhor nos acolherá com grande amor.

"Porque se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá. Espera pois pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique‑se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor" ‑ Salmo 27:10.

O grande legislador de Israel chamado Moisés, referindo‑se ao Senhor que é refúgio seguro e certo orou assim:

"Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus" Salmo 90:1‑2

Davi, que foi rei em Israel, também um dia experimentou em sua vida esta maravilhosa realidade do Deus que é socorro, refúgio e fortaleza. Atolado em um charco grudento e mortal,  Davi clamou ao Senhor e Ele veio ao seu encontro, tirou‑o  de um poço de perdição, de um tremendal de lama, colocou os seus pés sobre a rocha e lhe firmou os passos. Descrevendo esta maravilhosa experiência ele escreveu assim:

"Esperei confiantemente pelo senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou‑me de um poço de perdição, dum tremendal de lama, colocou‑me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus, muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor" ‑ Salmo 40:1‑3

O autor do belíssimo Salmo 42, no momento em que passava por um  intenso sofrimento, se expressou  assim: “As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite. Sinto abatida dentro em mim a minha alma”. Mas, no meio dessa terrível aflição, ele não  se desesperou, antes, declarou a sua confiança no Senhor Deus Todo Poderoso:

“Contudo, o Senhor durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico. Espera em Deus, pois ainda o louvarei a Ele, meu auxílio e Deus meu”.

Nos tempos do  profeta Jeremias o coração dos homens estava frio e distante de Deus, viviam sem vida e sem esperança. Neste redemoinho de tragédias e desilusões Jeremias proclamou sua inteira confiança no Senhor Deus Todo Poderoso. Em suas palavras ele revela a sua esperança em Deus:

“Digo a mim mesmo: A minha porção é o SENHOR, portanto, Nele porei minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para aqueles que o buscam. É bom esperar tranqüilo pela salvação do Senhor.”  - Lamentações 3:24-26.

Na verdade, todo aquele que confia no Senhor e nEle se refugia jamais terá sua vida dominada pela tristeza, desilusão ou desespero.

Outro que confiava inteiramente em Deus e provou em grande medida o refúgio e fortaleza que é o Senhor foi Jó.

Na Bíblia Sagrada encontramos vários detalhes sobre este homem e o que ele possuía. A Palavra diz:

"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó, homem integro e reto, temente a Deus, e que se desviava do mal. Nasceram‑lhe sete filhos e três filhas. Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente" ‑ Jó 1:1‑3

Conhecendo mais sobre a vida desse homem vamos notar que, com certeza, em toda a história da humanidade, poucos passaram por provas tão terríveis quanto as que Jó passou. As provações em sua vida foram vindo, uma após a outra, com força avassaladora.

Diz a história, que num determinado dia, um mensageiro chegou e comunicou a Jó que todos os seus bois e jumentos haviam sido roubados pelos sabeus e os seus servos mortos à espada. Este mensageiro ainda lhe falava quando outro chegou e contou que todos os seus rebanhos de ovelhas haviam sido queimados  por um fogo devastador que caiu do céu, e os servos que guardavam as ovelhas também haviam sido afligidos pelo fogo e morreram. Mal o segundo mensageiro havia lhe trazido esta trágica notícia, entrou outro e contou a Jó que seus camelos haviam sido roubados pelos caldeus, que também mataram os servos de Jó ao fio da espada.

Num instante, de forma avassaladora e impiedosa, o homem mais rico do Oriente estava pobre.

Tão logo estes mensageiros trouxeram as notícias da perda de todos os seus rebanhos, servos e servas,  um outro mensageiro chegou trazendo outra notícia, desta vez  mais trágica e arrasadora. O servo lhe comunicava que os seus filhos e filhas estavam em uma casa numa festa, quando um vendaval derrubou a casa e todos eles morreram.

Jó, agora perdia os seus preciosos e queridos filhos. Todos estavam mortos! Seus dez filhos morreram de uma só vez!

Haveria dor maior? Alguém poderia suportar tamanho sofrimento?

Mas, em meio a toda esta prova Jó levantou a sua voz e disse assim:

"Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!" ‑ Jó 1:21‑22

E a palavra acrescenta que em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.

Mas, a dor e o sofrimento deste homem ainda não haviam acabado. Depois de perder todos os seus bens e ver todos os seus filhos mortos,  ele ainda teve a saúde abalada. Dolorosas feridas começaram a aparecer em sua pele, e em pouco tempo todo o seu corpo estava coberto por chagas terríveis, desde a cabeça até a planta dos pés.

A esposa de Jó, assistindo ao seu sofrimento, tomada pelo desespero, amargura e intensa agonia, aconselha‑o a amaldiçoar a Deus e morrer. Mas Jó lhe responde:

"Falas como uma louca, temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos também o mal?" ‑ Jó 2:10

E a Palavra, mais uma vez, testifica dizendo que em tudo isto, Jó não pecou com os seus lábios dizendo qualquer blasfêmia contra o Senhor.

Jó suportou este sofrimento devastador e não enlouqueceu, não porque fosse uma pessoa resignada, um super‑santo ou um super‑homem, mas porque tinha a sua vida alicerçada sobre a Rocha Eterna que é o Senhor Deus Todo Poderoso. Este homem superou todas estas terríveis provas, firmado no Senhor e nEle viu o seu infortúnio passar, e algum tempo mais tarde, diz a Palavra, Jó recebeu do Senhor o dobro de tudo o que antes possuía.

Talvez você esteja assim, passando por reveses terríveis, por provas tremendas, lembre‑se de que há um Deus que é refúgio para a sua alma, entregue‑se a Ele e, com certeza, Ele mudará a sorte da sua vida. Tudo neste mundo pode falhar, mas este Deus jamais falhará.

Certo dia, aproximou‑se de Jesus Cristo, um homem desesperado e angustiado. Ele tinha  razão para estar assim, sua única filha, uma menina com doze anos de idade, adoecera gravemente e estava às portas da morte. Em completa agonia e desespero, Jairo, o pai da menina, foi até Jesus e buscou refúgio e socorro.

Ao encontrar-se com Jesus, ele atira‑se aos seus pés e suplica: "Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá" ‑ Marcos 5:23.

E, o Senhor Jesus, que sempre se condoeu  com a dor daquele que sofre, e nunca deixou de atender aos rogos do desesperado e do aflito, ao ouvir o clamor daquele homem o atendeu e foi com ele até a sua casa.         

Chegando à casa de Jairo encontram um grande alvoroço, ao longe podia se ouvir o gemido das pessoas, há muito choro e dor, a menina havia acabado de falecer.

Mas, a palavra de Jesus a Jairo, não é de desilusão, derrota ou abatimento, antes, Ele lhe diz: "Não temas, crê somente". E, Jesus, que é verdadeiro refúgio e fortaleza, se dirige até o quarto da menina,  entra, e tomando‑a pela mão ordena: "Eu te mando, levanta‑te", e diante da palavra do Senhor, imediatamente a menina se levantou e pôs‑se a andar e todos ficaram pasmos e admirados.

Fico a pensar na alegria e exultação que inundou o coração de Jairo, na felicidade da mãe da menina, nos avós e parentes se regozijando. O terrível espectro da morte deu lugar à vida. As lágrimas do desespero deram lugar ao riso e à alegria. A tristeza foi embora!

Querido leitor, Jesus Cristo é o Emanuel, que quer dizer "Deus Conosco", e este mesmo Jesus que socorreu Jairo está pronto a socorrê‑lo hoje. As palavras de Jesus dirigidas a Jairo são também para você: "Não temas, crê somente". Jesus é o seu refúgio, busque‑o agora de todo coração, busque‑o com fé.

No capítulo anterior comentamos sobre a história contada pelo Senhor Jesus do filho pródigo, paramos no ponto em que ele estava cuidando de porcos, se alimentando com eles e vivendo entre eles.

Mas, a história não pára por aí, a história diz que o moço caiu em si, percebeu sua miséria, sua triste condição, a degradação em que se encontrava e lembrou‑se da casa do pai. Quantos dias de alegria e felicidade ele havia desfrutado, num passado não muito distante, na casa do querido pai.

Em sua mente passava a voz do pai aconselhando‑o, dirigindo‑lhe palavras sábias e prudentes. Ele podia sentir o carinho, a verdadeira e sincera amizade do pai. Quanta fartura, carinho, conforto e segurança ele tinha naquela casa!

E, num momento de lucidez, o moço pródigo toma uma decisão, ele se levanta e resolve voltar à casa do pai, voltar como ele estava, daquele jeito mesmo, maltrapilho, descalço, barbudo, cabelos enormes e desalinhados, subnutrido, sujo, desonrado.

O caminho é longo e a caminhada dolorosa. Mas, lentamente, ele vai voltando, e a cada quilômetro percorrido, a casa do pai mais se aproxima. O coração vai palpitando, a ansiedade crescendo, um sentimento de vergonha vai tomando conta do seu coração.

Nesta caminhada uma dúvida o persegue: Como o pai o irá receber? Será que o receberá?

Ele até ensaia algo a dizer ao pai, e  resolve falar assim: "Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho, trata‑me como um de teus trabalhadores" ‑ Lucas 15:18‑19.

Agora, só faltam poucos quilômetros, ele já pode ver a casa, lá está ela, sua casa, quantas alegrias, quantos bons momentos ele havia desfrutado naquele lugar, e ele vai caminhando, quando bem longe avista um ponto, parece que alguém está na estrada, e este alguém vem em sua direção, seus passos são lentos, mas o que vem ao seu encontro parece correr rápido, muito rápido, os quilômetros se encurtam, e aquela pessoa continua vindo, vindo, está cada vez mais perto, chegando!

Qual não é a sua surpresa e emoção ao conseguir delinear a imagem daquele que vem, é o  seu pai, seu velho pai, e eles se encontram. Um abraço muito apertado, prolongado, choro, emoção. O moço tenta afastar de si o pai, ele não merecia aquele caloroso abraço, ele não valia nada, pois havia envergonhado o nome do seu querido pai, havia dissipado tudo o que havia recebido, destruído valores inconseqüentemente, não era digno de ser chamado de filho. Mas o pai o agarra, o apalpa, o beija, passa a mão por seus cabelos desalinhados, o carrega, o velho pai parece não acreditar.

De volta à casa do pai ele se limpa de toda aquela sujeira e recebe vestimentas de um príncipe, um lindo anel é colocado em seu dedo, e uma festa é dada em sua homenagem. Uma multidão de pessoas participa da grande festa,  todos os vizinhos e amigos são convidados a vir e se alegrar e, no meio de todas aquelas pessoas o pai declara: "Comamos e regozijemo‑nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" ‑ Lucas 15:23‑24.

E você leitor, tem vivido como um pródigo?

Nesta oportunidade eu o convido, volte para a casa do Pai. Na casa do Pai há felicidade, segurança, refúgio seguro para sua vida. Volte como você está, não importa sua situação, não importa como você se encontra, não importa o que você tenha feito, volte agora mesmo! Com certeza o Pai o espera de braços abertos.

Se o gigante do desânimo tem conseguido prostrá‑lo e desestabilizar o seu viver, vá até Jesus, creia nEle e a Sua forte mão o firmará.

Se a tristeza estender sobre sua vida uma noite interminável de pranto e dor, vá até Jesus, creia nEle, e Ele enxugará dos seus olhos toda a lágrima e um novo dia raiará em sua vida.

Se a derrota tem esmigalhado seus ossos, vá até Jesus, busque refúgio nele, e Ele transformará seu fracasso em brilhante vitória.

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